Será incorrer no fatal: entre a via do que se supõe eterno embora não sempre efervesça, e a via do que se supõe fugaz embora liqüefaça cabalmente; o perpétuo de se desfazer e desnudar pelo ardor sublime e renitente, intermitência e fremir; a verdade de sempre, e a verdade dura. A vertigem e a fé. Qual minha via real? Qual a via espessa, e qual a vazia? Qual a torta, qual confiança? Que liberdade posso ter com os dois pés unidos em concha e firmes no chão? Que certeza pouco eterna? Talvez uma terceira via, indistinta, inafetável, nas pontas dos pés eternamente? E nas pontas dos dedos, quando sinto beirar, despejar, percorrer a superfície de uma liberdade mais viva e mais ardente? Depois da infusão? Colher nas mãos em concha, dessedentar, assim de tanto que eu já não me baste sem incorrer nesta água, até perder-me de todo na via mais espessa de amar, até que fora dela não me sinta livre?
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