A cada dia, ocupas variado um fragmento do meu ativo pensar. Hoje foi porque li: "os imponderáveis das relações interpessoais". A verdade é que nunca te pedi que explicasse nada. Também porque, talvez até sem saber, eu já entendia. O entendimento, porém, não faz sozinho a harmonia secreta. Como se eu buscasse qualquer cumplicidade escura, escura, escura. Que, de tão leve, se fizesse natural. Teu suposto desequilíbrio como que me faz mais obstinada no equilíbrio meu, assim algo de frágil ou inamovível, sem meio termo. Que desvias, para onde queiras, e também sempre a erguer paredes entre os mundos, fazendo-me inquieta ilha sem diacronia, hipersensibilizada. Então, desvio. Conjuro as feições da tua seriedade em pensamento, já inibida de categorias. Que peso me dás, sem me dar nada. Que peso te dou, oferecendo o que não queres?
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