quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Da mulher sem flor

Enfim, estás arruinado para mim. Minha pele está interditada. Que sobeje tão longe de mim a tua ruína. Tua impureza me contamina. O único bom fruto da tua grande mentira é precisamente o que te calha negar. Ademais, estás descoberto. Atravessaste o imperdoável. Aqui, na taquicardia, faço velório de toda promessa. Sem flores. Quanta inverdade há num homem? Quanta falta de Deus? Quanta pedra e malícia contra o sagrado e suave? Que Deus me perdoe por não perdoar...?

Antes intocada que maculada.

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