terça-feira, 17 de novembro de 2015

Flor da pele, parte dois

Sabendo que o que ele não fala tem peso porque ele não fala. E que, não ouvindo, ele é leve. Sabendo que, se falasse, não seria ele: não seria este amor. Sabendo que estou à flor da pele em todas as minhas células, pegando cada som e transformando em orquestra; cada palavra é uma ode, cada toque é terremoto, vendaval, torrente. 

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