Então apaguei, instantaneamente.
Como se ele soprasse a vela da minha existência, com benevolente carinho. E
pela primeira noite em três meses dormi sem a imagem-mais-conhecida latejando em
meu subconsciente. E houve o primeiro sono inabitado por esse espectro, o
fantasma dos meus dias. Acordo, como se ele suavemente chegasse o fósforo e o
fogo à ponta da minha vida. Sei que acordei porque esperava uma resposta. Sei
que meu sonho se havia transportado para outro fuso. Ele é brisa que entra
sorrateira, pela fresta da janela, e sopra no meu ouvido em um som de voz que
eu nunca ouvi; e a voz é também um aroma estimulante, que atiça a chama do meu
fogo abandonado. Poderia explicar todo seu efeito através de termos químicos.
Endorfina em pequenas doses periódicas de flerte-com-um-abismo. Porque eu adoro
cair. O sobressalto terno que me preenche a cada (des)encontro. Então fico grata por
me sentir livre novamente. Mesmo que em pequenas doses de interferência. Porque
acordo à sua espera, e ele me alcança em poucos instantes. E eu sinto que
viajei no tempo e no espaço.
Você bem sabe o quão difícil é para mim comentar em seus textos por me faltarem as palavras necessárias para me expressar de maneira coerente e digna de suas postagens, mas cá estou eu fazendo um esforço .
ResponderExcluirPrimeiramente, eu realmente gostei da mudança de layout, deixou o blog com uma aparência mais leve e sutil sem tirar a seriedade das postagens ou tirar a atenção dos textos.
Segundo, o novo título, basicamente auto explicativo, simples mas que destaca ainda mais as mudanças aqui. Eu gostei.
E terceiro e mais dificil ainda para se falar sobre, a postagem em si. Eu, acho, que sei como é essa sensação de queimar por alguém, de dormir, acordar e passar o dia perdida em pensamentos, lembranças, criando memorias que nunca aconteceram. E são justamente elas que te levam durante o dia, são o que te mantém. Tomando rapidamente a liberdade de brincar com seu próprio titulo, é como se fosse aquele sopro de vida que te disperta, te faz sentir parte de algo, que te faz sentir pertencer a alguém. E depois de um tempo você se acostuma a sentir isso e para de doer em parte. Você se levanta e vai e tenta ser o mais feliz possível. Foi nisso que eu pensei quando li:"Como se ele soprasse a vela da minha existência, com benevolente carinho." Foi um ato de libertação, talvez, um passo adiante? Bom , realmente não sei, mas pararei aqui com minhas divagações que já duram mais que seu próprio texto hehe Até o próximo moça. Beijos